Todas as coisas estão paradas.
Ao longe a neblina
ofusca a minha visão.
Eu não vejo graça,
não vejo o amanhã,
por mais nublado que seja,
exista ele ou não.
Eu criei uma parede
em torno do meu gasto corpo veranil
que me proteje
e sou livre aqui.
Não tenho para onde ir,
mas não preciso ir a lugar nenhum.
Só quero sentar em minha
gasta cadeira de sábado,
virar um só com o infinito.
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